Filósofo declara que 'Deus está morto': 'nós o matamos'

Filósofo declara que 'Deus está morto': 'nós o matamos'

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PQP! Como assim véio? O que ele queria dizer com isso?


ANTES, UM AVISO:

Aqui é uma Coluna irônica sobre Filosofia e fatos históricos. Tudo aqui é ironia e provocação. Não se ache a última bolacha do pacote para se sentir o 'ofendidão' ou 'a ofendidona', e se sentir ofendido, saiba, esperto burro, a porta do block e a indiferença lhe serão serventia da casa. Sacou?  (Eghus Kaninnri XIII L.C - REALISMOLOGIA)


Já ouviu falar de Friedrich Nietzsche?

Não? Então procure saber, antes de ler e comentar. Veja alguma coisa básica aqui, se quiser.

Nietzsche não foi o primeiro a dizer isso: 'DEUS ESTÁ MORTO'. Mas, foi um dos primeiros à ser duramente criticado por dizer isso, dentro da história da Filosofia Contemporânea.

Contudo, ele também foi muito idolatrado por alguns e até usado como 'o grande teórico' de uma 'nova era' por alguns imbecis, cabeças de bagres. 'O Filósofo do Super-man!', dizem alguns mongolões.

Todos os abestalhados, evidentemente, distorceram seu pensamento e o usaram como bem entenderam, como no caso de seu Irmã, mui malandrinha, Teresa Alexandra Elisabeth Förster-Nietzsche, que vendeu a Filosofia de Nietzsche como se ela fosse favorável à tirania Nazista e Fascista, como se Nietzsche fosse aprovar uma filhadaputagem dessas.

DEUS ESTÁ MORTO!

'Foi seu amor pelos homens que o matou!'

'Nós o matamos!'

Uma de suas primeiras declarações sobre isso foi no Livro 'GAIA CIÊNCIA' NO AFORISMO 125 CHAMADO DE 'O HOMEM DESVAIRADO' ou 'O INSENSATO', à depender da tradução.

Dizia ele:

[...] O Homem Desvairado. - Vós não ouvistes falar daquele homem desvairado que em plena manhã luminosa acendeu um candeeiro, correu até a praça e gritou ininterruptamente: "Estou procurando por Deus! Estou procurando por Deus!" - À medida que lá se encontravam muitos dos que não acreditavam em Deus, ele provocou uma grande gargalhada. Será que ele se perdeu? - dizia um. Ou será que ele está se mantendo escondido? Será que ele tem medo de nós? Ele foi de navio? Passear? - assim eles gritavam e riam em confusão. O homem desvairado saltou para o meio deles e atravessou-os com seu olhar. "Para onde foi Deus?, ele falou, gostaria de vos dizer! Nós o matamos - vós e eu! Nós todos somos assassinos! Mas como fizemos isto? Como conseguimos esvaziar o mar? Quem nos deu a esponja para apagarmos todo o horizonte? O que fizemos ao arrebentarmos as correntes que prendiam esta terra ao seu sol? Para onde ela se move agora? Para onde nos movemos? Afastados de todo sol? Não caímos continuamente? E para trás, para os lados, para frente, para todos os lados? Há ainda um alto e um baixo? Não erramos como que através de um nada infinito? Não nos envolve o sopro do espaço vazio? Não está mais frio? Não advém sempre novamente a noite e mais noite? Não precisamos acender os candeeiros pela manhã? Ainda não escutamos nada do barulho dos coveiros que estão enterrando Deus? Ainda não sentimos o cheiro da putrefação de Deus? - também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus permanece morto! E nós o matamos! Como nos consolamos, os assassinos dentre todos os assassinos? O mais sagrado e poderoso que o mundo até aqui possuía sangrou sob nossas facas - quem é capaz de limpar este sangue de nós? Com que água poderíamos nos purificar? Que festejos de expiação, que jogos sagrados não precisamos inventar? A grandeza deste ato não é grande demais para nós? Nós mesmos não precisamos nos tornar deuses para que venhamos apenas a parecer dignos deste ato? Nunca houve um ato mais grandioso - e quem quer que venha a nascer depois de nós pertence por causa deste ato a uma história mais elevada do que toda história até aqui!" O homem desvairado silenciou neste momento e olhou novamente para os seus ouvintes: também eles se encontravam em silêncio e olhavam com estranhamento para ele. Finalmente, ele lançou seu candeeiro ao chão, de modo que este se partiu e apagou. "Eu cheguei cedo demais, disse ele então, eu ainda não estou em sintonia com o tempo. Este acontecimento extraordinário ainda está a caminho e perambulando - ele ainda não penetrou nos ouvidos dos homens. O raio e a tempestade precisam de tempo, a luz dos astros precisa de tempo, atos precisam de tempo, mesmo depois de terem sido praticados, para serem vistos e ouvidos. Este ato está para os homens mais distante do que o mais distante dos astros: e, porém, eles o praticaram!" - Conta-se ainda que o homem desvairado adentrou no mesmo dia várias igrejas e entoou aí o seu Requiem aeternam deo. Acompanhado até a porta e questionado energicamente, ele retrucava sem parar apenas o seguinte: "O que são ainda afinal estas igrejas, se não túmulos e mausoléus de Deus"". [...]

E ESTE LOUCO DO NIETZSCHE NÃO FOI O PRIMEIRO A DIZER ISSO? NÃO SEU ANIMAL! É ÓBVIO QUE NÃO!

[...]  Nietzsche expressou a sentença "Deus está morto" pela primeira vez no terceiro livro do escrito A gaia ciência, publicado em 1882. Com esse escrito começa o caminho de Nietzsche em direção à conformação de sua posição metafísica fundamental. Entre esse escrito e a labuta vã em torno da configuração da obra central planejada encontra-se a publicação de Assim falou Zaratustra. A obra central planejada nunca foi levada a termo. Provisoriamente, ela deveria ter o título "A vontade de poder" e o subtítulo "Tentativa de uma transvaloração de todos os valores". O estranho pensamento da morte de um deus e do perecimento dos deuses já era familiar ao jovem Nietzsche. Em uma anotação do tempo de elaboração de seu primeiro texto, O nascimento da tragédia,Nietzsche escreve (1870): "Eu acredito na sentença originariamente germânica: todos os deuses precisam morrer". O jovem Hegel nomeia, no fim do ensaio "Crença e saber" (1802), o "sentimento, sobre o qual repousa a religião da idade moderna - o sentimento: Deus mesmo está morto...". A sentença hegeliana pensa diversamente da sentença nietzschiana. Não obstante, subsiste entre elas uma conexão essencial, que se esconde na essência de toda metafísica. A sentença que Pascal toma a Plutarco, "Le grand Pan est mort" (Pensées, 695), pertence, mesmo que por razões contrapostas, ao mesmo âmbito. [...]

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Para entender melhor, estude, pesquise, desacomode, não fique só no basicão e se achando 'O Filosofão!', sussa?

A Scarlatt Marton te explica um tiquinho mais:



MAS, SUGESTÃO APENAS, LEIA: 'ASSIM FALOU ZARATUSTRA', PRA COMEÇAR - - - MANJA A VERSÃO EM PDF

E lembrem-se: muitas pessoas, especialmente as fracas de espírito, as bundas moles, e principalmente as que parecem fortes, precisam de venenos e ilusões para suportarem a barra da vida sem saber de onde viemos, porque aqui estamos e para onde vamos?

Então, relaxa aí que a parada é sinistra!


(Post de Eghus Kaninnri -  Realismologia)

(O conteúdo deste artigo é de responsabilidade do autor.)
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