O conselheiro ou a fábula do burro e do boi

O conselheiro ou a fábula do burro e do boi

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Contam que um certo lavrador possuía um burro que o repouso engordara e um boi que o trabalho abatera.

Um dia, o boi queixou-se ao burro e perguntou-lhe: “Não terás, ó irmão, algum conselho que me salve desta dura labuta?” O burro respondeu: “Finge-te de doente e não comas tua ração. Vendo-te assim, nosso amo não te levará para lavrar o campo e tu descansará”.

Dizem que o lavrador entendia a linguagem dos animais, e compreendeu o diálogo entre o burro e o boi.

Na manhã seguinte, viu que o boi não comera a sua ração: deixou-o e levou o burro em seu lugar. O burro foi obrigado a puxar o arado o dia todo, e quase morreu de cansaço. E lamentou o conselho que dera ao boi.

Quando voltou à noite perguntou-lhe o boi: “Como vais, querido irmão?”. Vou muito bem, respondeu o burro. Mas ouvi algo que me fez estremecer por tua causa. Ouvi nosso amo dizer: “Se o boi continuar doente, deveremos matá-lo para não perdermos sua carne. Minha opinião é que tu comas tua ração e voltes para tua tarefa a fim de evitar tamanho infortúnio”.

O boi concordou, e devorou imediatamente toda a sua ração.

O lavrador estava ouvindo, e riu.

Moral da história: Nem sempre a esperteza é a melhor opção.

(Do livro, As mil e umas noites, apud Mansour Chalita, As mais Belas Páginas da Literatura Árabe, Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira, 1967, p. 281)

(Via Armazém de texto/Professora Jaqueline)

 


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