Eduardo Campos será testemunha de defesa de diretor da Petrobras preso

Eduardo Campos será testemunha de defesa de diretor da Petrobras preso

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ATUALIZAÇÃO 25/07: Juiz livra Campos de vir depor aqui

O candidato à presidência Eduardo Campos (PSB) vai depor no processo que investiga a possível lavagem de dinheiro supostamente desviado das obras da refinaria Abreu e Lima, no estado de Pernambuco.

Ele será intimado por ordem do juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná.

O magistrado acolheu ao pedido da defesa do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, no processo em que ele e o doleiro Alberto Youssef são réus por causa da Operação lava-Jato, da Polícia Federal. No despacho, assinado na terça-feira (22), o juiz argumenta que os esclarecimentos pretendidos pela defesa de Costa, sobre as razões para o aumento substancial no valor da obra, poderiam ser obtidos de outra forma.

Ele reconhece que a oitiva do político vai ser dificultada por causa do período de campanha eleitoral e que muitas das informações poderiam ser colhidas em documentos da Petrobras. Ainda segundo o despacho, o objeto da ação é especificamente a suposta lavagem de dinheiro no fluxo entre a estatal e a empresa MO Consultoria.

Isso quer dizer que o possível superfaturamento das obras representa um tema que até tem relação com as investigações, mas de forma secundária. Assim, na perspectiva do magistrado, a oitiva de Campos seria dispensável ao julgamento. Em todo caso, para garantir a ampla defesa, ele deferiu o pedido e determinou a intimação do candidato, mas estipulou um prazo de 30 dias para que ele seja ouvido.

Também foi autorizado o depoimento do ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra, que é candidato ao Senado.

A reportagem da BandNews entrou em contato com a assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, mas a informação é de que, por enquanto, ninguém vai comentar o caso. Nós também procuramos os assessores de campanha de Eduardo Campos, que ainda não retornaram aos pedidos de entrevista. Na época em que o ex-diretor da Petrobras indicou Campos como testemunha de defesa, a assessoria do político declarou que: “quem está mais capacitado para falar sobre a atuação de Costa na estatal são as pessoas que o nomearam e o mantiveram no cargo.” (Fonte: BandNews)

 

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