Ativista LGBT do MST é assassinado e tem o corpo carbonizado no Paraná

Ativista LGBT do MST é assassinado e tem o corpo carbonizado no Paraná

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O MST acredita que o crime hediondo tem o ódio como motivação.

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A polarização sangrenta tem dominado as cidades. A vista grossa das autoridades, na maioria dos casos é absurda e preocupa a comunidade.

DIÁRIO DOS CAMPOS -  Autoridades encontraram neste final de semana o corpo do jovem Lindolfo Kosmaski, de 25 anos, em São João do Triunfo – cidade dos Campos Gerais a 90 quilômetros de Ponta Grossa. O camponês estava dentro de um veículo carbonizado. A brutalidade do crime chocou diferentes comunidades. Pessoas próximas a Lindolfo acreditam que a motivação foi ódio. O rapaz era gay e ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Lindolfo também era professor. Dava aulas em três colégios da pequena São João do Triunfo, de aproximadamente 15 mil habitantes. Era estudante egresso da turma de Licenciatura em Educação do Campo da Escola Latina Americana de Agroecologia (ELAA), localizada no assentamento Contestado, em Lapa (PR). Participou de diversas atividades de formação do MST, como cursos e encontros do Coletivo LGBT Sem Terra e Jornadas de Agroecologia.

 

“Era um jovem humilde, solidário e cheio de sonhos. Estava dando sequência aos estudos cursando mestrado no Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e em Matemática na Universidade Federal do Paraná (UFPR)”, frisou o MST em nota de pesar.

Nas últimas eleições, no ano passado, o professor se candidatou a vereador de São João do Triunfo pelo Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, com 65 votos, não conseguiu se eleger, ficando como suplente na Câmara Municipal.

Crime

Lindolfo Kosmaski foi encontrado na noite do último sábado (1°) dentro de um carro carbonizado na localidade de Coxilhão, próximo à PR-151, em São João do Triunfo. O veículo estava abandonado em região isolada e de mata. De acordo com informações preliminares, o corpo apresentava ainda perfurações por arma de fogo.

Segundo familiares, o rapaz estava desaparecido desde o dia anterior. Em consulta à placa do carro no sistema de registros, consta que o Fiat Palio em que estava o cadáver está em nome do próprio professor.

(Foto: divulgação)

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