Em Goiás, bolsonaristas usam fantasias da Ku Klux Kan e defendem torturadores

Em Goiás, bolsonaristas usam fantasias da Ku Klux Kan e defendem torturadores

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'Tarde demais para pedir bom senso' como diz o livro de Joselito Müller e não é piada.

O Brasil está num caminho sem volta?

Analfabestismo funcional, ignorância, radicalismo, fanatismo e canalhice, a gente vê por aí. 


Mais Goiás:  Durante ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Cidade de Goiás, manifestantes vestidos de farricocos pediram a Deus que perdoasse torturadores. A manifestação aconteceu no sábado, em 1º de maio, Dia do Trabalhador.

Por meio de nota, a Associação Cultural Pilão de Prata repudiou a manifestação. “Agiu violentamente de forma racista e criminosa criando aspectos de violência simbólica latente inspirados na seita Ku Klux Klan, assassina de povo negro”, disse em nota – a associação considerou a veste de farricoco uma alusão a roupa do grupo racista Ku Klux Klan.

“Em um momento tão crítico com mais de 400.000 (quatrocentos mil) mortos numa pandemia descontrolada profanaram o chão de Oxum, da Rainha Zinga, dos Bantus, das nossas crianças e dos nossos velhos. Goiás é Patrimônio Mundial e isso é um crime contra a humanidade e a vida.”

 

A manifestação dos farricocos é tradicional e acontece na Procissão do Fogaréu, evento que já tem mais de 250 anos. Este ocorre na quarta-feira antes da Páscoa, à noite, relembrando a perseguição a Jesus Cristo e sua prisão.

Já o ato em apoio ao presidente Bolsonaro aconteceu, no sábado, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Esta, por sua vez, é um marco da religiosidade dos escravos na cidade.

Além do grande cartaz escrito “Deus perdoe os torturadores”, em uma placa menor é possível ler “nosso Brasil pertence ao senhor Jesus. Direita com Bolsonaro”. O portal tentou contato com a prefeitura da cidade para comentar a manifestação, mas não teve retorno.

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