BNDES liberou R$ 153 milhões a amigo de Bolsonaro, produtor de Cloroquina

BNDES liberou R$ 153 milhões a amigo de Bolsonaro, produtor de Cloroquina

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ATUALIZADO EM 17/5/2021

Os senadores da CPI, de maneira, estratégica, tem ido pelo lado das indagações acerca de pedidos dos "por fora $$', PROPINAS, durante as negociações da compra das vacinas.

A Pfizer, segundo Senadores, teria sido inquirida "SE ROLARIA UM $$$ POR FORA" caso a negociação tivesse sido efetivada.

Mas, também, suspeita-se que o capetão cloroquina pode, de alguma maneira ter prejudicado, sabotado, atrasado a compra de vacinas, rejeitando 11 ofertas no total de Pfizer, Astrazêneca e até Coronavac/Butantan e outros, TAMBÉM, PARA FAVORECER NEGOCIAÇÕES DE CLOROQUINA COM OS POR FORA$$$ PROPINAS, tanto na liberação de recursos do BNDES a amigos produtores de cloroquina, quanto na aquisição superfaturada de insumos pra produção de cloroquina no Exército.

A forte suspeita de propinas tanto na negociação de vacinas, tanto na compra de cloroquina e de insumos pra produção de cloroquina, é objeto de indagações dos Senadores a CEO de laboratórios, Pazuello, Ernesto Araújo e da Capitã Cloroquina. Entre outros.

A pergunta da CPI é: porque Bolsonaro recusou 11 ofertas de vacinas? Pra levar 'um por fora $$' na Cloroquina?


REVEJA>>>> PROPINA E MAIS PROPINA É O QUE PODE ESTAR POR TRÁS DA CLOROQUINA AGORA>>>

ISTOÉDINHEIRO: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou, em 2020, quatro empréstimos de R$ 283 milhões para a Apsen e a EMS, fabricantes de medicamento à base de hidroxicloroquina. Embora sua ineficácia tenha sido comprovada em estudos científicos, desde o ano passado, o remédio é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro como alternativa no tratamento à covid-19, o que impulsionou as vendas do medicamento.


REPÓRTER BRASIL - A Apsen Farmacêutica, principal fabricante de hidroxicloroquina do Brasil, assinou dois contratos de empréstimo com o BNDES em 2020, no total de R$ 153 milhões, para investir em atividades de pesquisa e ampliar sua capacidade produtiva. O valor é sete vezes maior do que o crédito liberado para a empresa nos 16 anos anteriores somados.

O primeiro acordo, assinado em fevereiro de 2020, prevê financiamento de até R$ 94,8 milhões para o “plano de investimentos em inovação da Apsen no triênio 2019-2021!. Desse montante, o banco desembolsou R$ 20 milhões em março do ano passado. Segundo o BNDES, os recursos deste contrato não podem ser usados na fabricação de medicamentos já produzidos, como a hidroxicloroquina.

Já o segundo financiamento, de R$ 58,9 milhões, foi assinado em junho para “ampliar a capacidade produtiva e de embalagem no complexo industrial da Apsen, em São Paulo”. Os recursos aprovados neste acordo ainda não foram liberados pelo BNDES. As informações constam no site da instituição, que usa recursos públicos para oferecer empréstimos com juros abaixo dos praticados pelo mercado.

O presidente da Apsen, Renato Spallicci, é antigo apoiador do presidente Jair Bolsonaro e, na pandemia, ganhou o ex-capitão como “garoto-propaganda”. Bolsonaro, que defende o medicamento para tratar a covid-19, mesmo com a ineficácia comprovada, exibiu a caixinha de hidroxicloroquina da empresa em diversas ocasiões: na posse do general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde, em aglomerações em Brasília, em um encontro virtual dos líderes do G-20 e até para a ema do Palácio do Alvorada.

As vendas de hidroxicloroquina – que é eficaz contra malária e doenças reumáticas, segundo a bula –, ajudaram a Apsen a alcançar faturamento recorde no ano passado, próximo de R$ 1 bilhão. Alta de 18% em relação ao ano anterior, dos quais 2,7% se devem ao remédio, como afirmou à Repórter Brasil. A farmacêutica produz outros medicamentos cujas vendas aumentaram em 2020 em função da pandemia, como vitamina D e antidepressivos. 

A Apsen é a líder do mercado nacional de hidroxicloroquina – e maior beneficiada pela comercialização recorde do produto em 2020. Sua medicação está no mercado há 19 anos e respondeu por 78% das vendas no ano passado, segundo a farmacêutica.

A empresa afirmou que não usou o financiamento público na fabricação do remédio, mas que pediu os empréstimos para investir em projetos de “expansão da empresa e linhas de produtos”. A Apsen disse que os investimentos já estavam previstos antes da pandemia, informação confirmada pelo BNDES. Os pedidos foram feitos em 2019, mas os contratos assinados em 2020 – e a maior parte dos recursos ainda não foi desembolsada pelo banco.

A empresa admite, contudo, que a crise de saúde acelerou os investimentos. “O foco da Apsen em 2020 foi entender a conjuntura econômica e rever o tempo em que os investimentos seriam executados. Alguns projetos do nosso planejamento estratégico foram antecipados e outros, postergados”, disse a empresa à Repórter Brasil.

Segundo João Paulo Pieroni, chefe do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde do BNDES, os projetos apoiados não focaram em apenas um medicamento, mas na expansão geral da empresa no longo prazo. “O apoio do banco já estava previsto e não teve qualquer relação [com a produção de hidroxicloroquina]. A empresa pode até ter aproveitado esse momento comercialmente, mas, do ponto de vista do financiamento do banco, não teve efeito”.


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