FCS Brasil
Faxina Geral Já!
22/06/2019   

Todo mundo sabe que a esquerda brasileira é um lixão. Mas a história do Pavão mostrou que Bolso-olavismo é picareta igual ou pior

O site Modo Espartano publicou uma análise bem realista sobre o tal 'pavão misterioso'.

Já dissemos e repetimos aqui no FCS Brasil que não é só o Centrão e a esquerda que estão por trás da sabotagem a Moro, Paulo Guedes e do própio governo trapalhão.

REVEJA>>> Guedes e Moro são 'a última pedra no sapato' do Centrão, esquerdopatas e radicais olavistas

Tem, claramente, dedo dos Bolso-olavotralhas, seguidores aluciandos do Jim Jones da Virgínia, representados por Tonho da Lua e o o gordo sabichão Bernardo Kuster e que almejam sim cargos com super-salários no governo Bolsonaro alegando que 'só eles podem enfrentar a esquerda bandida'.

O texto do site Modo Espartano vem de encontro com o que suspeitamos e, realisticamente, derruba a patifaria de Tonho da Lua, Gordo Kuster e a histeria coletiva e hipócrita do Pavão Misterioso, fake puro.

A verdade é que os bolsonaristas querem combater o que dizem ser 'o mal'  usando os mesmo métodos pilantras e criminosos de seus adversários.

Lamentável.


Abaixo o texto do site Modo Espartano. 

Bernardo Küster e o Pavão - Existe método na loucura

No último domingo uma conta fake no Twitter chamada "Pavão Misterioso" virou assunto nos trending topics após divulgar acusações contra o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept. Glenn é o principal responsável pelas denúncias recentes contra Sérgio Moro e a Lava-Jato. Não falarei sobre isso, entretanto, pois considero assunto para outro momento quando as evidências forem mais claras. Hoje vamos mesmo é falar sobre o Pavão Carluxo e suas acusações, mais especificamente sobre o vídeo feito pelo youtuber neocon Bernardo Küster, que publicou seu material na segunda-feira, um dia depois do caso do Pavão.
 
Antes da análise sobre o vídeo, vamos aos seguintes fatos:
 
O primeiro e mais importante a se saber sobre o perfil falso no Twitter é que ele foi criado no sábado e usado no domingo, mas em seguida foi desativado. As informações divulgadas, no entanto, repercutiram bastante. O motivo da repercussão é que as redes bolsonaristas se encarregaram prontamente de colocar o assunto nos trending topics. Como fizeram isso? Do mesmo jeito de sempre, através do uso de bots, uma verdadeira rede de contas falsas automatizadas que servem justamente para isso: espalhar boatos em redes sociais.

O objetivo do autor da conta Pavão Misterioso era óbvio: desacreditar Glenn Greenwald com uma série de acusações infundadas e teorias conspiratórias. O método utilizado foi o da intimidação pública, como de praxe. E o fato de a conta ter sido desativada horas depois também serve para ocultar os rastros da forma mais rápida possível.

Pavão Misterioso alega ser um hacker que teria invadido dispositivos eletrônicos usados por Glenn e descoberto informações graves sobre ele. O perfil também afirmou que Glenn estaria sendo investigado pela PF, e que nesta quinta-feira ele deveria se apresentar na sede da instituição para depor com seu notebook. Houve até a insinuação de que o jornalista seria preso. Nada disso aconteceu, entretanto. Glenn não se apresentou à PF e nem foi detido até o momento. 
 
Um dos principais membros da seita olavette se encarregou, no dia seguinte, de repercutir o tema em vídeo no seu canal. O youtuber Bernardo Küster gravou um vídeo de quase vinte minutos falando no assunto. Abaixo vou abordar o passo a passo da metodologia usada por ele.

- Bernardo inicia seu vídeo chamando a conta Pavão Misterioso de "conta provisória".  Na realidade é uma conta fake que convenientemente Bernardo chama de "provisória", um termo que se encaixa na definição de eufemismo ocasional. Se a conta tivesse divulgado qualquer informação que servisse para prejudicar a imagem de alguém da seita seria simplesmente chamada de fake e pronto.
 
- O youtuber se refere ao suposto hacker pavão como membro de um grupo de crackers, os chamados "hackers do bem". Em seguida diz que, neste caso, os crackers estariam querendo bem do Brasil e de Moro, o que por consequência se estende à Lava Jato. Isso faz bastante sentido, pois apela ao emocional do interlocutor. Como ele sabe que todos os seus seguidores ou pelo menos a maioria deles apoia a Lava Jato, dizer que o hacker em questão estaria ao lado de Moro, que é o rosto da operação, é uma forma de gerar imediata empatia pelo pavão. 
 
- "Isso aí tudo são as alegações do pavão", diz Bernardo, usando a técnica do afastamento verbal. Ele não quer ser responsabilizado pelas informações que irá passar no vídeo, então tira o corpo fora dizendo que está apenas reproduzindo o que outro disse.
 
- No meio de toda a abordagem Bernardo cita o tuíte no qual o Pavão Misterioso trata da acusação contra Jean Wyllys. A teoria de que Jean Wyllys vendeu o mandato já é algo que está rolando no submundo olavette desde o começo do ano, faz parte de um complexo sistema de teorias conspiratórias envolvendo Glenn, Jean Wyllys, Adélio Bispo etc. Já tratei disso aqui antes, mas basicamente a acusação é a de que o ex-deputado federal teria vendido seu mandato para dar espaço a David Miranda, marido de Glenn, que é acusado no exterior de espionagem, para que ele pudesse atuar como espião dentro do Congresso. O Pavão confirma a teoria entrando na prática de wishful thinking. 
 
Para quem não conhece o termo, wishful thinking é uma técnica usada para pescar adeptos de uma determinada tese. Quando existe uma teoria na qual as pessoas tendem a acreditar, por mais esdrúxula que seja, basta qualquer resquício de evidência ou mesmo uma acusação extra para reforçar a crença. Como as hostes bolsonaristas já estavam tendenciosas a crer nessa estória, por que não jogar um pouco mais de combustível?
 
- Bernardo cita o documento divulgado pelo pavão, que na verdade não é documento, ele mesmo diz que é uma "amálgama". Isso somente depois de já terem percebido na internet que o documento era adulterado.
 
No mesmo dia em que o Pavão Misterioso divulgou o documento muitas pessoas encontraram diversas inconsistências, incluindo erros de tradução ou de digitação. O documento em questão seria uma prova importante para a teoria, uma vez que se trata de uma transação financeira supostamente feita entre Glenn Greenwald e um hacker russo que ele teria contratado para invadir os aparelhos dos procuradores da Lava-Jato. Como ficou claro de imediato que se tratava de um documento forjado, Bernardo criou a tese alternativa de que na realidade não se trata de um documento em si, mas de "uma amálgama" de vários documentos. Uma desculpa elegante.

- Uma coisa que só o Bernardo percebeu: o símbolo da Interpol no documento. O objetivo desse comentário é tentar dar credibilidade ao conteúdo, o que é algo comum nesses casos. Mas é estranho que somente o próprio Bernardo tenha percebido. É estranho porque quando isso foi divulgado no Twitter milhões de pessoas viram e tiveram acesso, especialmente porque as próprias redes bolsonaristas fizeram questão de subir o assunto nos trending topics através dos bots. Não é impossível que apenas ele tenha notado, mas é no mínimo estatisticamente improvável. Talvez ele tenha notado porque sabia exatamente o que e onde procurar. 
 
(OBS.: O símbolo não é o mesmo usado em documentos oficiais da Interpol, conforme se pode ver no vídeo abaixo.
 
 
 
- Um momento específico me chama atenção, e é quando Bernardo começa a falar sobre a operação financeira em moeda digital para pagar o hacker russo, no documento aparentemente falso divulgado pelo pavão. A edição do vídeo corta para uma cena em que Jair Bolsonaro está conversando com o apresentador Ratinho sobre a Funai colocar índios para aprender a mexer com bitcoin. Não há ligação alguma entre os fatos, o vídeo é colocado ali no meio apenas para mais uma vez colocar na mente do seguidor alguma suspeita conspiracionista, com aquela ideia de que "está tudo interligado", comum em teorias conspiratórias e comportamento de seita. Bernardo não diz nada sobre isso, ele deixa o seu presidente falar em um curto trecho do vídeo, que é para o espectador ficar instigado.

- "Glenn Greelwald é mais socialista do que Stalin", e dá uma gargalhada. Bernardo diz isso como se fosse algum tipo de informação nova. Ele diz que "investigaram", que "fizeram um doc" sobre o jornalista, e que no final do vídeo irá provar que o mesmo tem viés ideológico. Esse é um método típico. Pega-se uma informação que TODO MUNDO JÁ SABE e vende-se ela como nova. 
 
A verdade é que Glenn é esquerdista e ninguém jamais disse o contrário, é um fato conhecido há muito tempo. Ele é socialista assumido, não por acaso é casado com um membro do PSOL! Para citar um exemplo próximo, quando fui atacado por Gilberto Dimenstein ele usou exatamente este mesmo método. Me acusou de ser direitista, disse que "investigou o viés ideológico do Jornalivre", e afirmou que eu participei de um evento do DEM em 2015. Todas estas informações verdadeiras eram de conhecimento publico, ele não as investigou. Eu sou direitista assumido há muitos anos, o viés ideológico do Jornalivre nunca foi segredo - estava, aliás, publicado em todas as letras na página "Sobre nós" dentro do próprio site -, e minha participação em um evento do DEM estava publicada em uma página do próprio partido, no Facebook, cuja postagem foi feita por mim mesmo na época em que era moderador dela. Ou seja, Dimenstein não "investigou" porcaria nenhuma. Ele pegou informações que eram de conhecimento público e as divulgou com elevado grau de sensacionalismo, tentando criar com isso algum tipo de intimidação. Como não sou nenhum idiota é claro que não funcionou.
 
- Bernardo cita o tuíte em que o pavão "intima" Glenn para ir à PF, na quinta-feira passada (quando aliás não aconteceu nada do que o Pavão afirmou que aconteceria), dando atenção ao detalhe da postagem em que o autor diz "aqui", dando o endereço da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele diz que o fato de pavão usar a palavra "aqui" para se referir ao local pode significar que ele próprio trabalhe na PF. A insanidade dessa alegação é elevada, uma vez que um agente da PF não teria qualquer razão para melar toda uma operação investigativa agindo desa maneira, ainda mais de forma tão pública.

- Sobre os erros de ortografia/tradução existentes no documento, o argumento de Bernardo é que "são erros comuns", e usa isso como "prova" de que talvez o documento tenha de fato sido redigido em um sistema de colaboração entre as polícias de vários países. É o método mais velho usado pelos mentirosos. Você transforma a falha em uma justificativa para a teoria. É como se você fosse pego numa mentira e dissesse que a mentira justamente serve para provar que você está dizendo a verdade. Aliás, ele diz que o erro de grafia na palavra "transfered", com um R só, é comum até mesmo entre americanos, e que "você pode pesquisar no Google" para ver como de fato é comum. Um belo argumento que não prova nada. Cortina de fumaça pura e simples.

- Após todas estas alegações, mais uma vez Bernardo se faz de bom moço e diz que seu objetivo, sua "esperança", é a de que tudo isso seja esclarecido. Ele diz que a PF deveria chamar Glenn para depor, para que ele tenha a chance de esclarecer se é inocente ou não. Diz, ainda, que "não sabe" se as alegações do Pavão são verdadeiras, mas que são pertinentes. Mais uma vez a técnica do afastamento. Ele não pode, por óbvio, acusar o jornalista sem ter evidências, e ele sabe que o pavão não apresentou nenhuma evidência. Seria criminoso, no sentido puro do termo, se ele acusasse Glenn diretamente. Ao mesmo tempo também é útil mostrar essa característica de "bom moço" para os seus seguidores, que é para eles o verem não como um acusador, mas como alguém que está apenas "tocando no assunto". 
 
É a postura comum em quem quer plantar a semente da teoria conspiratória na cabeça do interlocutor. Esse método, aliás, é exatamente o mesmo que Olavo utilizou ao falar sobre a terra plana recentemente. Ele não disse que a terra é plana, apenas disse que "o assunto merece ser debatido", disse que "faltam evidências de que a terra é redonda", mas em momento algum ele afirmou que a terra fosse plana. Não com todas as letras. O afastamento é uma técnica eficaz porque permite ao interlocutor criar a ideia de que o sujeito não está de fato tomando para si a razão. "Não estou dizendo que sua esposa lhe traiu, apenas disse que vi ela abraçando outro rapaz na rua dia desses". Ele nega que esteja acusando quando na realidade é exatamente o que está fazendo, e sempre com evidências fracas.
 
- Mais para o fim do vídeo Bernardo afirma que talvez Glenn tenha ele próprio forjado as informações divulgadas pelo Pavão. Diz que é possível que Glenn e outros hackers tenham deixado pistas falsas para induzir seus investigadores ao erro, de modo que as acusações fossem falsas e ele pudesse pagar de inocente. Isso é quase como uma confissão, mas é o tipo de medida cautelar que o mentiroso usa quando sabe que existe risco de sua mentira não durar muito tempo. Ele cria uma teoria alternativa na qual o seu adversário é quem mentiu, induzindo ele ao erro, porque é bem melhor ser equivocado do que ser apenas mentiroso. Então já existe a teoria protetiva. Caso estas informações venham a ser comprovadas como falsas, a teoria conspiratória não desmorona, ela permanece porque há uma alternativa criada pelo próprio mentiroso. 
 
Isso aconteceu por aqui na época da eleição. Havia a torcida dos bolsominions pela vitória de Bolsonaro e aquele clima de "já ganhou". No entanto eles não tinham certeza se Bolsonaro venceria ou não. O que fizeram? Criaram a saída alternativa. Caso Bolsonaro não vencesse, bastaria culpar as urnas eletrônicas e dizer que houve fraude. Por outro lado, se Bolsonaro vencesse bastaria ignorar todas as acusações sobre fraude nas urnas, uma vez que neste caso elas não serviriam mais, e seguir em frente. 

- O youtuber encerra o vídeo como prometido. Ou seja, ele "prova" que Glenn é de esquerda, como se isso fosse um segredo. Ele ainda diz que "sua máscara caiu", se referindo ao jornalista. Que máscara? Glenn nunca negou seu viés ideológico. Não é uma informação nova, não é uma descoberta feita pelo Bernardo e seus "investigadores". É uma verdade conhecida e ponto. Todos já sabiam. Mas por que agir assim? Porque não há melhor mentira do que aquela que vem misturada com verdades. A melhor forma de enganar um interlocutor com uma história fajuta é colocar nela elementos factuais para dar credibilidade ao conteúdo. 
 
- Poderia abordar ainda traços da linguagem corporal de Bernardo durante o vídeo. O duping delight é recorrente em toda a encenação. Para quem não conhece o termo, duping delight é tido pelos estudiosos do assunto como "o sorriso do mentiroso", numa tradução mais adaptada pro nosso idioma. É uma expressão facial de deleite, de satisfação, um leve sorriso no canto dos lábios que é pouco evidente, mas que expressa a alegria que o mentiroso sente em enganar o seu interlocutor (ou achar que enganou). Os frequentes desvios do olhar também demonstram possivelmente duas cosas: ele está inseguro sobre o que diz, por isso não consegue manter por muito tempo o contato visual com a câmera, ou simplesmente está lendo um roteiro na tela do computador.

- Informações importantes:

O bitcoin funciona de uma maneira que torna possível rastrear, através do Blockchain, operações realizadas em qualquer data. Embora os operadores não sejam públicos, a operação é. E não há registro de nenhuma operação do valor mencionado na conta fake do pavão naquela data e hora. Aliás, o próprio documento não se parece em nada com um sistema de blockchain. Se o pavão tivesse mesmo a informação que diz ter sobre a transação, bastaria ele passar o ID da transação para que qualquer um pudesse conferi-la. Em vez disso ele forneceu o print de um suposto documento que contém inúmeras inconsistências.

O pavão afirma que tem a informação e que pode provar que a suposta transação em criptomoeda é a transferência de Glenn para o hacker russo. Entretanto qualquer pessoa que entende do assunto diz que isso não é possível. Pode-se até saber que houve a transação. Pode-se saber a data, o valor, o horário desta transação, mas não há como rastrear a origem e o destino dela.  As operações são anônimas.

Também é preciso dizer que a própria operação mostrada pelo pavão é inconsistente. Se houvesse a intenção de se ocultar completamente a transação, o caminho mais fácil seria o peer-to-peer, ou seja, uma transferência direta de um usuário para outro feita através de carteira não identificada. O que o pavão mostra é uma mega operação feita por meio de empresas que operam no mercado de criptomoedas, o que não faz o menor sentido. A transação usando paraíso fiscal (Panamá) e vários caminhos intermediários até o destino se parece muito mais com uma operação feita por bancos comuns. Então o Pavão talvez não saiba nada sobre criptomoedas e apenas inventou a história toda.


COMENTE ESTE E OUTROS POSTS NA FAN PAGE OFICIAL NO FACEBOOK: www.facebook.com/fanpageoficialfolhacentrosul








Página editada por, Emerson Rodrigues, blogueiro, fundador e editor geral do FCSBR, aos blogues da mídia livre no Brasil e no Exterior [email protected]) Somos realistas e meritocratas, com uma boa pitada de rebeldia, absurdo, apenas isso. As grandes coisas feitas pela [+]Leia Mais

Arquivos

2019

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2018

Dezembro

Novembro

Outubro

Setembro

Agosto

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2017

2016

Dezembro

Novembro

Outubro

Setembro

Agosto

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2015

Dezembro

Novembro

Outubro

Setembro

Agosto

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2014

Dezembro

Novembro

Setembro

Agosto

Julho

Junho

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

2013

Novembro

Outubro

Setembro

Agosto

Julho

Junho

03-07-2018

Mídia Do Povo Brasileiro!

Mídia Do Povo Brasileiro!

×

Sugeridos

© Todos os direitos reservados

X