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18/05/2015   

Anúncio de cortes e mais impostos fazem bolsa despencar, dólar subir e inflação elevar

Resultado de um governo tresloucado>>>

Pisem no freio, segurem-se nas finanças pessoais, por que a crise está aí!

***A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma queda generalizada nesta segunda-feira com os rumores em relação à elevação de tributos pelo governo como forma de garantir o ajuste fiscal.

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O índice de referência Ibovespa caiu 1,82%, aos 56.204 pontos, puxada pelos papéis da Vale e do setor bancário. Já o dólar comercial voltou a ser negociado aos R$ 3. A moeda americana, fechou cotada a R$ 3,017 na compra e a R$ 3,017 na venda, leve alta de 0,70% ante o real, seguindo o movimento global da divisa.

Na avaliação de Adriano Moreno, estrategista da Futura Invest, as principais ações do índice operam em queda com o temor de uma elevação de tributos como uma forma de compensar as modificações das medidas provisões 664 e 665, que com os ajustes promovidos na Câmara dos Deputados vão gerar um efeito fiscal menor que o planejado pela equipe econômica.

— As notícias estão mais negativas hoje. Há especulações em torno do aumento do tributo para compensar a aprovação parcial das MPs. Voltaram a falar de tributação sobre os dividendos, o que faz a Bolsa realizar — explicou Moreno.

Na sexta-feira à noite, a Petrobras divulgou o balanço do primeiro trimestre do ano e o lucro ficou acima do esperado, em R$ 5,33 bilhões. No mesmo dia, os recibos de ações da petrolífera negociados em Nova York, os ADRs, subiram mais de 4%, o que ajudou a impulsionar os negócios nesta segunda-feira na Bolsa brasileira na abertura dos negócios nesta segunda-feira. No entanto, esse movimento perdeu força e os papéis fecharam com perdas significativas. As ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da estatal registraram recuo de 1,99%, cotadas a R$ 13,78 e as ordinárias (ONs, com direito a voto) tiveram desvalorização de 2,72%, a R$ 14,64 - pela manhã, esses papéis chegaram a subir mais de 4%.

Essa maior volatilidade deve estar presente em todos os pregões da semana, lembra Julio Hegedus Netto, economista-chefe da consultoria Lopes & Filho. Ele lembra que além dos rumores sobre os novos tributos, o Congresso Nacional deve dar prosseguimento nessa semana às votações das MPs, que deverá definir o tamanho do corte do Orçamento, a ser concluído na quinta-feira.

Para Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, o pregão desta segunda-feira também teve maior volatilidade devido ao exercício dos contratos de opções sobre ações, que foi finalizado no início da tarde e somou R$ 2,92 bilhões. É no exercício da opção que os investidores precisam comprar ou vender papéis para cobrir as posições desses contratos.

— A Bolsa até abriu em alta, mas perdeu a força. Com o exercício de opções a Bolsa tem maior volatilidade. E os papéis de bancos e da Vale pressionaram para baixo — disse.

No caso da Vale, contribuiu para a queda a redução do preço do minério de ferro no mercado internacional. Para o setor bancário, além da possibilidade de aumento de impostos, pesou a expectativa em relação à Sete Brasil, que se não encontrar uma solução pode fazer com que os bancos elevem as provisões para débitos duvidosos, já esperando um calote. O aumento dessas provisões acaba por afetar o lucro das instituições.

As ações preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco fecharam em queda de, respectivamente, 2,66% e 2,44%. No caso do Banco do Brasil, o recuo foi de 0,68%. Já os papéis preferenciais da Vale registraram desvalorização de 4,55% e os ordinários recuaram 4,88%.

A Bovespa opera na contramão dos principais índices do mercado acionário global. Na Europa, o DAX 30, de Frankfurt, fechou em alta de 1,29%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, subiu 0,37 e o FTSE 100, de Londres, teve leve valorização de 0,12%. Nos Estados Unidos, Dow Jones teve variação positiva de 0,14% e o S&P 500 subiu 0,30%.

DÓLAR SEGUE MOVIMENTO EXTERNO

No exterior, o dólar teve um pregão de ganhos. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que mede o comportamento da moeda frente a uma cesta de outras dez moedas, tinha ganhos de 1,15% no horário do encerramento dos negócios no Brasil. Essa alta, para analistas, é um reflexo da aversão ao risco global, novamente puxado pela Grécia.

— No cenário internacional, a Grécia voltou a pressionar. H`auma dúvida sobre os rumos do país e se a Alemanha, a maior credora, já não estaria “lavando as mãos”, já que o ajuste necessário na economia grega seria muito grande — disse Hegedus Netto, da Lopes & Filho.

Outra razão para a desvalorização dos ativos brasileiros é a falta de indicadores econômicos que possam impulsionar os negócios, que acabam sendo guiados pelos rumores do ambiente político e por notícias externas. Os investidores repercutem os novos dados da pesquisa Focus, do Banco Central. A projeção dos economistas de retração de 1,20% para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida para este ano, assim como a expectativa de crescimento de 1% em 2016 ***(Fonte: Informações de O Globo)





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