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14/01/2015   

Aumenta o número de jovens que não querem trabalhar e nem estudar no Brasil, segundo IBGE

ATUALIZADO EM 13/03/2015

A maioria deve estar 'militando' e se achando o máximo>>> Outros, gostam de viver às custas do pai, da mãe, dos avós ou de outros a quem sugam enquanto a vida passa...

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De acordo com o IBGE, em 2013, um a cada cinco jovens brasileiros (20,3%) não trabalhava nem estudava. O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho. Quanto à localização, a maior parte dos representantes dessa "geração" está concentrada no Nordeste do País.

Apesar de uma parcela desse grupo não estar fora do mercado de trabalho por escolha própria, a maioria deles não procura emprego e agregam um "nem" a mais ao apelido pouco honroso. São os chamados "nem-nem-nem", que em números absolutos representam 7,3 milhões de jovens brasileiros que nem estudam, nem trabalham e nem procuram emprego.

"Nos últimos dez anos, o número de nem-nens que procuravam emprego diminuiu. Em 2004 eles totalizavam 32% e, em 2013, caiu para 26%", explica a pesquisadora do IBGE Cíntia Agostinho, uma das autoras do informe Síntese de Indicadores Sociais 2014. O estudo conseguiu traçar o perfil desse grupo de jovens, mas não analisou os motivos pelos quais essas pessoas desistem do mercado de trabalho.

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Uma das razões para entender esse fenômeno pode ser atribuída ao aumento de renda das famílias chefiadas por trabalhadores menos qualificados.

De acordo com o coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho, entre 2003 e 2013, o salário mensal desses trabalhadores aumentou 50% em termos reais, enquanto o dos profissionais com ensino superior subiu apenas 10%.

"O jovem, filho de profissionais menos qualificados, que antes trabalhava ou procurava emprego por necessidade de complementar a renda da família, já não precisa mais fazê-lo agora que o pai ganha mais", afirma.

O especialista explica ainda que, "livres" da obrigação de ajudarem em casa, esses jovens deveriam estar estudando. "O problema é que eles não têm muito interesse de ir ao ensino médio. Acham que a escola é enfadonha e que não servirá para o mercado de trabalho, não encontram sentido. A base da maioria desses jovens é muito fraca, eles possuem muita dificuldade de concentração. Oferta de escolas públicas e cursos gratuitos no Pronatec não faltam, bastava querer ", afirma. (VAI NO PRONATEC NEM-NEM-BEM!)

Marcelo de 18 anos, por exemplo, desistiu dos estudos há 3 anos, quando chegou ao ensino médio. Decidiu, segundo ele, começar a trabalhar, ao invés de apenas "fazer bagunça na sala de aula". A escola já não lhe despertava mais interesse. Passou por dois empregos informais e há 5 meses está desempregado. Ele vive com a mãe, que trabalha como empregada doméstica, e às vezes consegue alguns "bicos" consertando computadores. "Quero fazer um curso de manutenção de micro, mas antes preciso de um emprego, em qualquer setor mesmo, para poder pagar", explica.

Projeções

O grupo dos nem-nem-nens não faz parte da população economicamente ativa do País (PEA), mas é capaz de interferir nas taxas de desemprego. Se deixam de procurar trabalho, não pressionam a taxa de desemprego.

CRISE ECONÔMICA PODE DESACOMODAR OS NEM-NEM-NEM

Para Naercio, a desaceleração da economia pode reverter esse panorama.

De acordo com o especialista, nos últimos anos, o número absoluto de jovens caiu pela primeira vez na história - principalmente pela queda da fecundidade-, mas projeções do IBGE indicam que o número começará aumentar novamente a partir de 2015, criando um problema para uma economia de crescimento pífio.

"Se a geração de empregos estagnar, esse contingente de jovens que chegarem no mercado ficarão desempregados, o que causará pressões para redução dos salários. É um ciclo. Se esse processo atingir o salários e o emprego dos adultos menos qualificados, os filhos que hoje estão fora do mercado, terão que voltar a procurar trabalho, o que pode aumentar ainda mais a taxa de desemprego", explica.

"Para que isso não ocorra, o país precisaria aumentar rapidamente a sua produtividade, mas não há muito indícios que isso aconteça no curto prazo", conclui.

Respiro e novos caminhos

Os quase 10 milhões de nem-nens no Brasil possuem diferentes perfis. Dentre eles, há quem tenha decidido parar os estudos e o trabalho, para dar um respiro, viver um período sabático e repensar a vida profissional.

O publicitário Mateus de 29 anos, resolveu parar tudo em novembro do ano passado, após 3 meses "de trabalho exaustivo" na campanha eleitoral de um dos candidatos ao Governo de Minas Gerais. "Pretendo voltar a trabalhar só em março. Já fiz uma viagem de 20 dias para o Sul do Brasil, estou agora 40 dias no Sudeste Asiático e, quando voltar, ainda quero mais duas semanas em Jericoacoara", conta o publicitário, que está financiando esse momento de descanso com algumas economias e o salário do último emprego.

Mais do que umas férias prolongadas, Martins quer aproveitar o período para repensar a carreira, adquirir "mais repertório" e tentar novos rumos em 2015. "Uma nova agência, uma nova cidade, outra função dentro do mercado de comunicação. Tudo isso junto ou nada disso. Ainda estou pensando", explica o publicitário que, enquanto se decide, resolveu deixar todos seus pertences na casa do pai. (Informações de El País)





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