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19/03/2020   

EUA realiza teste de vacina contra Coronavírus em 45 humanos. Porém, versão definitiva só deve estar pronta em até 18 meses

A indústia farmacêutica, porém, reitera que vacina em larga escala em caráter definitivo só em 18 meses>>>

E se os testes em humanos obtiverem sucesso nos próximos 4 meses. Do contrário, vai tudo à estaca zero outra vez>>>

No entanto, os Americanos estão muito otimistas que pode ser que a versão definitiva saia em menor tempo do que o previsto.


INFOMEY>>>  Nos EUA, o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), juntamente com a Moderna Therapeutics, uma empresa de biotecnologia americana, desenvolveram uma vacina. Na última segunda-feira (16), o NIH anunciou que os primeiros testes já estão sendo realizados em humanos.

Assim como no caso da vacina chinesa, se os testes em humanos forem bem sucedidos, a imunização geral para o público só deve acontecer em 12 meses após a análise dos resultados dos testes em voluntários.

Segundo o órgão de saúde americano, o teste acontecerá, primeiramente, em Seattle, no estado de Washington, uma das regiões do país mais afetadas pelo vírus. A princípio, a vacina será aplicada em 45 pessoas saudáveis que tenham entre 18 e 55 anos. Os voluntários devem receber duas doses, sendo a segunda 28 dias depois da primeira.

Nessa quinta-feira (19), Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou em uma coletiva na Casa Branca que está otimista sobre as recentes descobertas dos pesquisadores americanos.

O presidente elogiou a atuação da Administração de Alimentos e Medicamentos  (FDA, na sigla em inglês) e do seu secretário, Stephen Hahn, pelos últimos resultados.

“É muito ruim, porque nunca tivemos uma economia tão boa quanto a que tivemos apenas algumas semanas atrás. Mas voltaremos”, afirmou o presidente.

Trump diz que as coisas parecem estar indo bem no Capitólio, onde a Casa Branca e o Congresso Americano estão atualmente negociando um plano massivo de estímulo econômico para combater os impactos do coronavírus na economia do país.

NA CHINA

Na última terça-feira (17), o Ministério da Defesa chinês confirmou por meio de um comunicado que seu primeiro protótipo da vacina contra o novo coronavírus (Covid-2019) está pronto para testes clínicos em humanos.

No comunicado, o ministério afirma que a possível vacina foi desenvolvida em uma parceria público privada entre a CanSino Biologics, uma empresa chinesa do setor de biotecnologia e a Academia Militar de Ciências Médicas do país.

O Dr. Chen Wei é o virologista que lidera o time do Instituto de Bioengenharia da Academia de Ciências Médicas Militares responsável pelo projeto.

“O vírus é implacável, mas acreditamos em milagres”, disse Chen à mídia local. “A epidemia é uma situação militar e a área da epidemia é o campo de batalha”.

Segundo informações da CCTV, emissora estatal chinesa, Chen já foi autorizado pelo governo local a iniciar um ensaio clínico da vacina. No entanto, não foi especificado quando esses testes começariam.

Ainda de acordo com o virologista, a vacina segue “padrões internacionais e regulamentos locais” e está será testada para avaliar a “produção em larga escala, segura e eficaz”. Os responsáveis pelo projeto agora buscam voluntários para realizar os primeiros testes em seres humanos.

Porém, ainda que os testes sejam sucedidos, a vacina só estaria pronta para ser comercializada e distribuída em larga escala em torno de 12 meses. A equipe de Chen trabalha na desenvolvimento dessa vacina desde o fim de janeiro.

O médico, porém, disse que o mais cedo que sua equipe pode iniciar ensaios clínicos é por volta do começo de abril.

O Dr. Chen é um nome conhecido na área de infectologia no país. O médico foi o responsável pelo desenvolvimento de um spray nasal que ajudou a proteger os profissionais de saúde contra outra doença causada pela família do coronavírus, a síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2003.

NO BRASIL

No Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) tomaram a dianteira na confecção de uma vacina nacional. Os testes ainda não foram feitos em animais ou humanos, mas a expectativa é de que aconteça dentro de alguns meses.

Diferentemente da técnica utilizada para confeccionar a vacina americana, no Brasil, o processo de desenvolvimento se dá a partir da criação de uma partícula semelhante ao novo coronavírus, técnica chamada de VLP (virus-like particle, em inglês), que, na verdade, é como se fosse um vírus oco, sem o material genético e, portanto, sem a transmissibilidade da doença, o que torna seguro o uso em vacinas.

“Colocamos as partes do coronavírus que são importantes para desencadear uma forte resposta do sistema imunológico, para emitir os anticorpos bloqueadores e impedir o vírus de penetrar nas células”, afirmou Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Incor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP.

(Com Jornal da USP)





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